Localização
Avenida da República, 300
2750-475 Cascais
+351 214 826 970
Horário
3ª a domingo
10h às 18h
Última entrada às 17h40
Público Geral: 5€
Residentes: 2.5€

Exposições/

1961: Ordem e Caos/

22 de Maio a 23 de Novembro de 2014

Inaguração às 18h00.

Curadoria: Catarina Alfaro e Leonor de Oliveira

A Casa das Histórias impôs-se, desde 2009, como o museu monográfico dedicado à artista Paula Rego, sendo actualmente o espaço museológico com o mais representativo núcleo de obras da artista e que prossegue o estudo e a divulgação da sua obra e das suas ligações artísticas mais próximas. A exposição 1961: Ordem e Caos reúne um vasto conjunto de obras de  Paula Rego produzido durante as décadas de 1960 e 1970[1], pretendendo documentar e analisar o início do seu percurso artístico e o impacto no panorama português da época.

Caos e OrdemPaula Rego, Circo, 1961-1962


As obras concebidas por Paula Rego durante estes anos remetem para a situação política do país, comentando-a de forma sarcástica e crua. Ao sublinhar esta orientação temática, aprofundam-se as inquietações políticas que atravessaram a obra da pintora neste período em particular, mas também em fases posteriores do seu trabalho.

Para além das obras de Paula Rego, mostram-se ainda trabalhos de outros artistas portugueses, que assumiram também uma postura crítica em relação à situação política e à vida social e cultural do país, ao mesmo tempo que desenvolveram uma linguagem figurativa própria: Bartolomeu Cid dos Santos e Eduardo Batarda. Explora-se, assim, a ligação de pesquisas diferenciadas e inovadoras no campo da figuração, a partir dos anos 60, com o comentário político, social e cultural.

Esta exposição inclui ainda obras de Victor Willing (da colecção da Casa das Histórias) que evidenciam a cumplicidade artística e vivencial que estabeleceu com Paula Rego. Considerado na Slade School como "spokesman for his generation", pelo seu brilhantismo intelectual, este artista representa desde o início da formação académica de Paula Rego a sua referência tutelar, a ligação mais imediata ao panorama artístico da época.

Para além da apresentação de pintura, gravura e desenho, um núcleo documental surge no espaço expositivo reforçando a evocação dos momentos mais marcantes do início do percurso artístico de Paula Rego ocorridos em Portugal: a sua primeira apresentação pública no nosso país (1961), a atribuição de uma bolsa de estudo pela Fundação Calouste Gulbenkian (1962-1963) e a primeira exposição individual na Sociedade Nacional de Belas-Artes (1965). As iniciativas da Fundação Calouste Gulbenkian tiveram claro impacto na carreira de Paula Rego e reflectem-se também na aquisição de um vasto número de obras da sua autoria desde 1965, pelo que esta instituição é destacada nesta panorâmica histórica também pelo número de obras cedidas para 1961: Ordem e Caos.

 


[1] Sobre o período criativo da artista nos anos 70 já foi apresentada na Casa das Histórias a exposição Anos 70- Contos Populares e Outras Histórias, com a curadoria de Ana Ruivo, no ano de 2010.