Localização
Avenida da República, 300
2750-475 Cascais
+351 214 826 970
Horário
3ª a domingo
10h às 18h
Público Geral: 3€
Residentes: 1.5€

Obras não localizadas de Paula Rego/

  • Catálogo Raisonné

Catálogo Raisonné/

Obras não localizadas de Paula Rego
Paula Rego: Anos 50-60

Projeto de edição de catálogo
raisonné
Coordenação Científica: Catarina Alfaro e Leonor de Oliveira



As imagens que se seguem reproduzem pinturas de Paula Rego produzidas na década de 1960 e cujo paradeiro é desconhecido.

Agradecemos o envio de qualquer informação sobre a atual localização destas pinturas, bem como de outras obras deste período, para o seguinte contacto: catarina.alfaro@casadashistorias.com

Catalogue R 01Paula Rego, Juventude, c. 1960-1961, Arquivos Gulbenkian, SBA 00835
Catalogue R 03Paula Rego, Título desconhecido, c. 1961-1963, Arquivos Gulbenkian, SBA 00864
Catalogue R 04Paula Rego, Título desconhecido, c. 1961-1963, Arquivos Gulbenkian, SBA 00864
Catalogue R 05Paula Rego, Título desconhecido, c. 1961-1963, Arquivos Gulbenkian, SBA 00864
Catalogue R 06Paula Rego, Fantasia Erótica [ou Neve], c. 1960-1961, Arquivos Gulbenkian, SBA 00835


A Casa das Histórias Paula Rego, prosseguindo a sua missão de estudar e divulgar a obra da pintora, está a levar a cabo o levantamento de todas as obras produzidas nas décadas de 1950 e de 1960. Este levantamento tem como fim a edição do catálogo raisonné relativo ao período inicial do seu percurso artístico.

Este projeto surge na sequência da exposição 1961:Ordem e Caos (maio-novembro 2014), que veio finalmente resgatar do desconhecimento (ou esquecimento) um conjunto de obras produzido entre as décadas de 1950 e de 1960.
Permanece, no entanto, ainda por recuperar e estudar aprofundadamente esta fase menos conhecida do percurso de Paula Rego. As obras deste período encontram-se dispersas por várias coleções particulares e correm o risco de sofrer alterações no seu estado de conservação, devido à diversidade de técnicas e materiais utilizados. A sua inventariação é, por esta razão, urgente e necessária.

Depois da formação em Pintura na Slade School of Fine Art (1952-1956), Paula Rego inicia a sua carreira artística tendo como principal referência a obra de Jean Dubufett (1901-1985) e a Arte Bruta que este artista francês teorizou. A pintora segue então um processo automático de criação, sem recorrer a qualquer estudo ou reflexão prévios, recuperando o entusiasmo pelo desenho que sentia em criança, bem como a liberdade criativa que a formação académica restringira.
Nos seus desenhos e pinturas, as histórias pessoais cruzam-se com episódios da atualidade e com referências ao regime autoritário português, o que acrescenta um teor político aos seus trabalhos.

As obras de Paula Rego introduziram no panorama artístico português da década de 1960 um efeito singular e inesperado. A liberdade do seu desenho, a expressão subjetiva dos temas e a combinação de técnicas, nomeadamente a colagem, constituíram uma proposta formal renovadora, para além de manifestarem uma abordagem pessoal das tendências que marcavam a arte internacional desse período.